Condomínios residenciais: morador cobra segurança,

09 de setembro de 2016

É possível afirmar que todos os que moram em condomínios residenciais desejam segurança? Num primeiro momento, podemos dizer que “sim”, mas, na prática, percebemos que boa parte dos condôminos dão mais importância à comodidade. Muitos pensam que segurança é responsabilidade exclusiva dos porteiros, do zelador e do síndico; e isso não é verdade. O morador deve entender que também tem que fazer parte dessa composição e, no mínimo, seguir as regras de controle de acesso de pessoas, veículos e mercadorias, cooperando, assim, com a segurança do local.

Após entrevistar cerca de 120 porteiros e vigilantes, 38 zeladores e quase 50 síndicos, levantei as principais falhas e vulnerabilidades geradas por condôminos:

ENTRADA PELA GARAGEM

-O condutor do veículo aciona o controle remoto muito distante do portão, dando oportunidade de carro desconhecido adentrar ao edifício.

-Vários moradores emprestam o controle remoto para visitantes, burlando, assim, a triagem pela portaria.

-A maioria dos edifícios proíbe a entrada de prestadores de serviços nos finais de semana. Então, o “jeitinho brasileiro” entra em ação e o condômino sai do local a pé, entrega o controle remoto ao profissional que vai realizar serviço em sua unidade, que acaba entrando no prédio sem passar pela identificação na portaria.

-Muitos moradores, com o intuito de encurtar caminho, saem a pé pela garagem usando o controle remoto ou até mesmo pressionam o porteiro a abrir o portão automático.

-Mesmo com a orientação do síndico de que somente um carro deve entrar por vez na área de clausura de autos, alguns moradores, para dar comodidade a amigos do prédio, posicionam o carro de tal maneira que outro auto possa ingressar também. O pior, é quando o morador realiza essa manobra para beneficiar veículo que não é do prédio.

-A pesquisa revelou ainda que moradores com pressa esquecem de fechar o portão da garagem, que, normalmente, permanece aberto até o porteiro notar.

-A pressa é sempre inimiga da segurança. Levantei várias ocorrências de condutores que tiveram os carros danificados por portões automáticos e que mesmo o problema tendo sido causado por eles mesmos não terem usado o equipamento de maneira correta, passaram a exigir dos síndicos reparação dos danos.

ENTRADA DE PEDESTRES

-É comum morador segurar o portão para entrada de desconhecido que vem logo atrás.

-Tomei ciência que muitos moradores demoram ou não fornecem dados de suas famílias e de empregados domésticos para o cadastro na portaria.

-O porteiro é funcionário da administração do edifício, mas tem morador que não pensa assim e usa o funcionário da guarita para atender favores pessoais.

-Visitantes devem ser identificados e cadastrados. Por outro lado, encontramos moradores que entendem que tal verificação é absurda ou exagerada, e para burlá-la, acabam batendo boca com o porteiro pelo interfone.

-Deixar chaves do apartamento, embrulhos, pacotes e até envelope com dinheiro na portaria já rendeu muitos problemas e dores de cabeça.

-Temos também moradores solitários ou que desejam companhia e passam a frequentar a guarita para bater papo com o porteiro, tirando, assim, a atenção do funcionário quanto as suas funções.

-Vários moradores levam mimos para os porteiros como forma de retribuição pelo bom trabalho. O problema é que alguns fazem isso com intenção de pedir favores, o que é proibido pela administração.

-Há muitos anos que os prédios proíbem a entrada de entregadores; o morador deve descer na portaria para retirar suas encomendas, principalmente delivery no período noturno. Se a comodidade falar mais alto, o morador acaba convencendo o porteiro a receber a mercadoria e inseri-la no elevador. Assim, não precisa tirar o pijama e não sai do hall de entrada de seu apartamento. Nesses minutos preciosos, a guarita fica sem o funcionário e o prédio totalmente desprotegido.

O mais curioso, é que moradores que cometem os erros acima, expondo a segurança de todos, geralmente, não frequentam as assembleias e quando comparecem cobram do síndico e demais conselheiros a compra de mais equipamentos e contratação de serviços de segurança.

Mas na hora de fazer a sua parte..., vem à tona o antigo jargão popular que diz: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

 

 

Dr. Jorge Lordello 

Apenas 39% dos funcionários protegem dados corpora

09 de setembro de 2016

Nenhuma corrente é mais forte que o seu elo mais fraco. Pois bem, quando transportado para o mundo da segurança da informação, esse ditado indica que o elo mais fraco dessa corrente está nas atitudes dos usuários.

 Um estudo do Instituto Ponemon, em parceria com Varonis, revela que comportamento dos funcionários é o maior fator para exposição de informações nas empresas.

 Segundo o levantamento, apenas 39% dos empregados entrevistado disseram que tomam todos os passos necessários para proteger informações corporativas.

 O percentual revela um declínio perigoso quando comparado ao ano de 2014, quando a mesma pesquisa foi feita e, na ocasião, o número era 56%. Foram consideradas respostas de cerca de 3 mil trabalhadores que atuam em organizações dos Estados Unidos e Europa.

 Além disso, a pesquisa também apurou que, enquanto 52% dos respondentes disse acreditar que as políticas contra o uso inadequado ou sem autorização aos dados empresariais têm sido seguidos, apenas 35% dos respondentes declararam que a empresa realmente garante a aplicabilidade da política de proteção de dados.

  “O erro humano estará sempre ligado à segurança”, resume Carlos Rodrigues, vice-presidente da Varonis para América Latina. “Usuários internos acabam comprometendo a segurança por malícia ou acidentalmente, e criminosos externos continuarão utilizando credenciais roubadas para os crimes.

 Entre os principais resultados, destacam-se também:

 - Ao menos 61% dos respondentes que trabalham com TI ou em cargos de Segurança da Informação veem a proteção de informações críticas da empresa como algo de alta prioridade. Em contraste, apenas 38% dos respondentes considerados usuários finais –e que utilizam os dados- declararam que proteger esses dados é algo de alta prioridade.

 - Questionados sobre a atitude da organização no que tange à produtividade x segurança, 38% dos profissionais de TI e 48% dos usuários finais declararam que a empresa onde atuam prefere correr mais riscos em segurança ao expor os dados corporativos do que eventualmente diminuir a produtividade.

 - Questionados se concordam ou não que a proteção dos dados empresariais é uma prioridade para o CEO da empresa ou para outros executivos, apenas 35% dos usuários finais declarou que sim, enquanto que 53% dos profissionais de TI disseram acreditar que a segurança é prioridade máxima para os executivos da empresa.

 

- Ao menos 50% dos profissionais de TI e 58% de usuários finais disseram que as principais causas de exposição dos dados é o negligenciamento dos usuários no que tange à segurança. “Usuários internos negligentes” foi a resposta mais frequente para ambos os grupos, duas vezes mais comuns que “criminosos externos” e três vezes mais comuns que “funcionários maliciosos”.

 Os próprios usuários atribuem as falhas e consequente exposição de dados a erros internos, e não a problemas com TI e segurança. Aproximadamente 73% dos usuários finais disseram que a exposição acontece por erros internos, negligência ou malícia, enquanto que 46% dos profissionais de TI tiveram as mesmas conclusões.

 Fonte:http://computerworld.com.br/apenas-39-dos-funcionarios-protegem-dados-corporativos-aponta-pesquisa

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Viaseg no 5º Congresso do SIESE -SC

22 de agosto de 2016

O SIESE-SC, Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, promoveu nesta quinta-feira (18/08) em Balneário Camboriú, o 5º Congresso Catarinense das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança.
O evento foi um grande sucesso, reunindo mais de 250 pessoas das principais empresas de Segurança Eletrônica do estado de Santa Catarina.

A grande participação de empresários e profissionais do setor reflete a força e a representatividade do SIESE-SC, que tem atuado nos últimos anos na luta dos interesses do seu setor e de seus associados.

Destaque também para as palestras realizadas, profissionais especializados no segmento de segurança eletrônica foram os responsáveis por abordar diferentes temas, compreendendo assuntos das áreas comercial, técnica e jurídica.

 

O Presidente do SIESE-SC, Jackson Ristow falou “esse foi o maior número de participantes de nosso Congresso, que já está em sua 5ª edição. É gratificante poder contar com o apoio de nossos associados e de nosso mercado, isso mostra que estamos no caminho certo, indo além da representação de mais de 100 empresas, mas contribuindo para a capacitação do setor como um todo. E o SIESE-SC é isso, uma instituição de todo o mercado. Destaco ainda a participação de muitas regiões, Criciúma, Florianópolis, São Paulo, Paraná e tantas outras que vieram prestigiar esse grande evento.”

Agora, o SIESE-SC dá continuidade aos seus trabalhos, em Outubro promove a Câmara Setorial “Como vender valor agregado em mercados sensíveis a preço” para as empresas do Oeste Catarinense, em Chapecó e no mês de novembro Joinville recebe o evento.