Tributo aos Heróis Anônimos

23 de outubro de 2009

O que empurra um homem para uma profissão de tal risco? A opção de um emprego? A vocação? O orgulho? Talvez sim, mas o desejo maior desse homem é de servir à sociedade, de salvar vidas, de proteger o indefeso, ser herói anônimo. Profissão de guerreiros, onde não é admitido o medo, a covardia, a omissão.

 

Mas quem não tem medo? Afinal esse homem é de carne e osso? Sujeito as mesmas emoções, sentimentos e medos que qualquer pessoa tem. Os medos afloram a toda situação de risco, sendo controlado, deixando esses homens sempre espertos e atentos.O convívio com situações de emergência se intensifica a cada dia, obrigando o mascaramento, pois afinal? Herói? Não tem medo de nada.

 

Um chamado no rádio da viatura informa uma ocorrência, o deslocamento veloz na expectativa de evitar o crime. Situações muitas vezes tristes, dramáticas e mesmo traumatizante, quando nos defrontamos com o crime, a violência, o acidente, a ilegalidade a fatalidade. Estas situações e responsabilidades que são colocadas nas costas desses homens de farda.

 

A população reclama porque acha que é muito fácil manter a ordem pública na cidade. Mal sabe que, enquanto o jantar está sendo servido na família, na frente da televisão, no conforto do lar, do outro lado, no submundo, muito sangue está correndo, o nosso e o dos marginais.

 

O serviço policial é o elo que separa a sociedade e o submundo do crime. É engraçado, ninguém fala ao seu dentista sobre uma extração de um dente ou uma restauração, ou nem se arrisca a falar ao médico que ele está fazendo uma cirurgia errada, mas todos parecem que entendem sobre segurança pública.

 

Em muitas ocorrências, o cidadão com expectativas esperando que esse homem fardado resolva todos os seus problemas, do outro lado esse homem esperando cooperação, compreensão, solidariedade. Difícil, hein! Onde resta quase sempre alguma mágoa ou decepção, misturada com uma sensação de dever cumprido.

 

As dificuldades da profissão, principalmente sobre as injustiças, os acertos são pouco elogiados, mas seus erros são duramente criticados pela sociedade e pela mídia. São poucos que reconhecem o árduo trabalho, pois na maioria preferem criticá-los. São profissionais que trabalham sob pressão permanente, enfrentando os mais diferentes tipos de adversidades e injustiças.

 

A rotina do dia-a-dia segue mais um serviço, mais um plantão, mais uma noite, preleção, recomendações, alguns ajustando o equipamento, outros vestindo o colete a prova de balas. Últimos preparos e estão mais uma vez nas ruas. Durante a noite o rádio grita: “Companheiros Baleados, Companheiros baleados.” As viaturas se deslocam em alta velocidade no apoio, todos com um só perigo. O silêncio do rádio aumenta a ansiedade e precisamos chegar! O rádio volta a gritar: "Companheiros baleados gravemente estão sendo socorridos" O coração dispara, os olhos lacrimejam, quem será?

 

Novamente o silêncio do rádio é quebrado, e é informado algo ninguém quer ouvir: "Infelizmente informamos a toda rede que nossos companheiros acabaram de falecer no PS". Os sentimentos se misturam: desolação, sensação de impotência, revolta, tristeza e choro. Em meio a tudo isso, um pensamento ecoa: "Poderia ter acontecido comigo." Amanhã quem será? Será que serei o próximo?

 

O perigo é nosso companheiro permanente, a morte em serviço significa o mais alto preço pago para a preservação da ordem pública e o restabelecimento da tranqüilidade de cada cidadão, esses homens não são parte do problema na segurança pública, e sim parte da solução.

 

A índole e o desejo profissional são mais que fato, o desejo de se defrontar com o inimigo é quase uma paranóia. Esses homens de farda sonham com o dia do primeiro tiroteio. Não para que esse dia não chegue, mas para que chegue rápido. Todo cidadão sonha e reza para nunca encontrar um marginal pela frente. Esses heróis torcem para que isso aconteça o tempo todo e quanto mais armado e apetitoso, melhor ainda.

 

Heroísmo, loucura, sabe-se lá! O fato é que algo muito forte nos empurra para o perigo, e a cada dia a missão será cumprida! Companheiros tombaram, mas para aqueles que continuam na batalha, e que em suas veias correm: a vontade de ajudar os outros, servir a sociedade, vestir a farda com orgulho do que faz, que escolheu a missão de defender o cidadão de bem, confrontar o crime e nisto arriscar a própria vida; A guerra não acabou, "A missão continua".

 

Siderley Andrade de Lima

Curso para usar spray de pimenta

20 de outubro de 2009

Seguranças privados que atuam em condomínios, shoppings e bancos, entre outros, terão de passar por treinamentos específicos em escolas de formação de vigilantes para usar armas não letais.


As regras constam da portaria 358 de 2009 da Polícia Federal, publicada no "Diário Oficial da União" em 25 de junho. Antes dessa regulamentação, desde 2006, qualquer vigilante autorizado pela PF podia usar armas não letais. Agora, os seguranças particulares e patrimoniais terão de fazer um curso de 14 horas e só poderão usar dois tipos de armas não letais: spray de pimenta e arma de choque elétrico, com alcance máximo de dez metros.


Já os que trabalham no transporte de valores e em escolta armada terão de passar pelo mesmo curso e depois por outro, de mais 20 horas. Esses poderão usar oito armas não letais diferentes, com alcance de até 50 metros.


Segundo Guilherme Lopes Madarena, que atua na coordenação geral de controle de segurança privada da PF, o decreto traz mais rigor na qualificação dos profissionais de segurança. Entretanto, ele diz que o uso desse tipo de arma não pode ser banalizado. "Se ela [arma não letal] for mal utilizada, pode causar morte, sim" disse. A portaria ratifica ainda a autorização dada aos seguranças para usarem revólver calibre 32 ou 38, cassetete de madeira ou de borracha e algemas.


O uso das algemas é polêmico, porque, de certa forma, segundo especialistas, os seguranças passam a ter um poder que cabe só a policiais. Atualmente, cerca de 1,5 milhão de profissionais estão autorizados a atuar como vigilante. No entanto, segundo a PF, aproximadamente 450 mil estão na ativa. O número é maior do que a quantidade de policiais militares que trabalham em todo o país --cerca de 350 mil, conforme a PF.


Fonte: Folha

Quebrado criptografia da Internet do futuro

20 de outubro de 2009

Pesquisadores holandeses quebraram o sistema de criptografia McEliece, considerado até agora como o sistema de segurança do futuro, que deveria proteger os dados dos computadores quânticos, máquinas futurísticas que deverão fazer os computadores atuais se parecerem com ábacos manuais.

 

O ataque utilizou uma rede de computadores interconectados ao redor do mundo. A professora Tanja Lange, da Universidade de Tecnologia Eindhoven, em conjunto com Christiane Peters e Daniel Bernstein, descobriu como acelerar os ataques ao sistema de criptografia McEliece.

 

Quebra da criptografia McEliece

 

Os pesquisadores escreveram um programa que é capaz de decifrar uma mensagem criptografada pelo sistema McEliece em uma semana, utilizando um cluster de 200 computadores de alta velocidade.

 

Segundo os pesquisadores, a quebra não invalida o sistema de criptografia, que pode ser escalado para utilizar chaves maiores de forma a evitar este tipo de ataque. Essa alternativa mantém o McEliece como um candidato para a criptografia quântica.

 

Criptografia RSA

 

Atualmente os sistemas de segurança de bancos e governos utilizam o sistema RSA. As chaves de criptografia originalmente pensadas para uso pelo RSA hoje podem ser quebradas em apenas 3 semanas em um PC comum. Contudo, a utilização de chaves maiores conseguiu elevar seu nível de segurança, o que permitirá seu uso ainda por muito tempo.

 

Contudo, como se espera que os computadores quânticos sejam infinitamente mais rápidos do que os computadores eletrônicos atuais, novos sistemas de criptografia deverão ser desenvolvidos, já que um computador quântico poderia quebrar o atuais sistemas em questão de horas.

Fonte: Site Inovação Tecnológica